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Com chuva abaixo da média, janeiro de 2019 é atípico para o mês

No mesmo período de 2018, vários municípios estavam em emergência por conta das chuvas

Publicado em: 12/01/2019 às 07h15

- correio do estado

Chuvas tem sido menos frequentes neste início de ano - Foto: Bruno Henrique / Arquivo / Correio do Estado

O mês de janeiro costuma ser marcado como um dos meses mais chuvosos de Mato Grosso do Sul, devido a influência das Zonas de Convergência do Atlântico Sul, alinhamento das instabilidades provocadas pelas passagens de frentes frias, transporte de umidade vindo da Amazônia em direção ao sul do Brasil e as condições de forte instabilidade termodinâmica. No entanto, o início deste mês está diferente dos registros históricos e, com chuvas tem sido abaixo do previsto, a primeira dezena de janeiro é atípica para o período.

Dados do Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul (Cemtec) apontam que apenas os municípios de Dourados e Ponta Porã estão com acumulado de chuva acima de 60%, enquanto no comparativo com o ano passado, no mesmo período, seis municípios já apresentavam grande acumulado de chuva, com Dourados acima da média na primeira dezena do mês.

No início do ano passado, situação era diferente. Treze municípios de Mato Grosso do Sul começaram 2018 em situação de emergência. De acordo com a Defesa Civil Estadual, os danos causados pelas chuvas foram desde alagamentos e destruição de estradas, até bueiros e pontes de madeira. Rio Miranda encheu e na primeira dezena do mês estava com níveis considerados emergenciais.

Com as chuvas acima da média, nível do Rio Paraguai subiu e, já no início do ano, previsão era de que o volume ultrapassasse a cota de permanência, causando a supercheia, o que se confirmou meses depois.

Em Campo Grande, no mesmo período do ano passado, já havia chovido 68,4 mm, enquanto neste ano, choveu menos da metade, com acumulado de 29,6 mm. O esperado para o mês é de 231,9 mm.

Segundo o Cemtec, a falta de chuvas generalizadas em Mato Grosso do Sul é em decorrência de um sistema de circulação de ventos atuando nos médios níveis da atmosfera, que impede o desenvolvimento de nuvens de chuva em parte do Centro-Oeste e Sudeste. 

Mesmo com o sistema de bloqueio atmosférico atuando, pancadas de chuvas ainda são verificadas no Estado em decorrência do calor e umidade que conseguem romper o bloqueio e formar nuvens convectivas localizadas. Dessa forma, chuvas ocorrem em áreas isoladas e, geralmente, de curta duração.

PERDA NA SAFRA

A estiagem tem tido consequências negativas na safra de grãos. Acompanhamento mensal divulgado ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que o percentual de produção da soja terá uma queda na produção de, no mínimo, 11%. 

Cabe destacar que a estimativa inicial de produção para o Estado foi de 10 milhões de toneladas, caracterizando uma super safra, obtida em 2,82 milhões de hectares semeados para o ciclo 2018/2019.

Veja na tabela abaixo o comparativo de chuvas entre a primeira dezena de janeiro de 2018 e 2019.

Comparativo do acumulado de chuvas na primeira dezena de janeiro entre 2018 e 2019