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Secretário de Bolsonaro ataca ONG’s e diz que “ociosidade indígena” incentiva conflitos no campo

Publicado em: 11/05/2019 às 16h10

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Nabhan Garcia, secretário especial de assuntos fundiários. - Crédito: Gizele Almeida/Dourados News

O secretário especial de assunto fundiário do Governo Federal, Nabhan Garcia disse em entrevista coletiva que a gestão de Jair Bolsonado (PSL) não tem diálogo “com quem não age na lei”. A afirmação foi dita após questionamento sobre a relação do governo com instituições como o CIMI (Conselho Indigenista Missionário) e MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

Nabhan esteve na abertura oficial da 55ª Expoagro em Dourados na manhã deste sábado (11). Representando o governo, o ‘vice-ministro’ da Agricultura e Pecuária comentou que a proposta do executivo nacional é “retirar o índio da ociosidade”. Para ele, essa tal “ociosidade” é um dos fatores que incentivam os conflitos no campo com produtores.

“Índio não pode ser ocioso, índio é um cidadão brasileiro. Ele tem todos os direitos que todos nós temos e ociosidade não gera nada de bom, nada de positivo, ao contrário: gera essa situação de conflitos, de miséria, onde nós não podemos aceitar isso que está acontecendo aí: índios em condições sub-humanas”, disse.

Nabhan considera que indígenas podem ser parceiros do setor produtivo. Segundo ele, para a surpresa do Governo, povos de várias etnias têm buscado contato com a pasta para dizer: “nós não queremos mais terra, nós queremos é possibilidade de produzir, de fazer parcerias com os agricultores, de fazer projetos de manejo sustentáveis”. 

Segundo o secretário, somente MS possui mais de 180 áreas ocupadas. Para ele, o diálogo do Governo tem sido de conscientização com essas comunidades, buscando fazê-las “entender que não é invadindo terras ou ouvindo ONG’s (Organização não-governamental) que eles vão conseguir alguma coisa”. 

Questionado se o Governo Bolsonaro conversa com CIMI ou MST, Nabhan foi enfático: “esse governo não conversa com quem age fora da lei. Nós não podemos manter diálogo com quem não respeita a lei, com quem não respeita o estado democrático de direito. No demais, o diálogo é permanente com quem mantém e respeita o direito de propriedade, o estado democrático de direito e mantém uma política de diálogo saudável e não essa doentia de invasão”, disse. 

Ele completou dizendo que ONG’s não estão aí para governar, apenas propor e sugerir medidas de políticas públicas.

NOVAS DEMARCAÇÕES

Nabhan disse também que a proposta de novas demarcações para territórios indígenas serão feitas apenas “dentro da legalidade”. Ele avalia que nos últimos anos, tais medidas foram aplicadas sob viés ideológico e político. 

“Acabou essa história de fazer demarcação de terra indígena com viés ideológico, viés político, interesses geopolítico de ONG’s que estão aí de forma escusa. Isso acabou nesse governo”, disse.