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PF prende 20 em ação de combate ao contrabando de ouro brasileiro

Ação conjunta com a Receita Federal foi realizada em quatro estados para desarticular quadrilha de comércio ilegal de ouro extraído no Brasil

Publicado em: 21/06/2019 às 06h40

- jornal da nova

Foto: PF/Divulgação

Operação foi batizada de - Foto: PF/Divulgação

Uma ação conjunta entre a Polícia Federal e a Receita Federal deflagrada na última terça-feira (18) prendeu ao menos 20 pessoas em cidades do Pará, Amapá, Goiás e São Paulo, que integravam uma organização criminosa que contrabandeava, sonegava e lavava dinheiro de atividades ilegais de extração de ouro.

Segundo a Receita Federal, ao menos 20 empresas atuavam nas atividades de compra e venda de ouro sem autorização do Banco Central e sem prestar as declarações necessárias para comercializar o mineral e recolher os impostos.

O esquema auxiliava na lavagem de dinheiro, já que no processo de compra e venda do ouro, parte dele era transformado em joias fabricadas com o metal precioso que eram revendidos em grandes capitais e utilizadas para "tornar legal" dinheiro obtido de forma ílicita como o tráfico de drogas e até mesmo corrupção.

"Diversos estabelecimentos comerciais no Oiapoque (AP) seriam destinos de ouro extraído clandestinamente da região fronteiriça entre Brasil, Guiana Francesa e Suriname", afirmou a PF em nota.

Além das apreensões e prisões, a Justiça Federal ainda determinou o bloqueio de R$ 146 milhões e a suspensão e proibição das atividades comerciais e financeiras de todas as pessoas investigadas na operação.

Em uma análise de dados feita pela Receita Federal apontou ainda que a maior parte das empresas e sócios não possuíam um lastro financeiro compatível com o negócio, o que despertou suspeitas.

Agentes apreenderam dinheiro e ouro com os investigados - Foto: PF/Divulgação

"Além disso, projeções da RFB apontam a falta de recolhimento de tributos federais no valor aproximado de R$ 55 milhões, desconsiderando-se multa e juros", afirmou a Receita em nota.

Segundo a PF, grande parte do ouro comercializado vinha de garimpos ilegais e os investigados podem responder por crimes de lavagem ou ocultação de dinheiro, , receptação, crimes financeiros, associação criminosa e até mesmo usurpação de matéria prima da união, pela extração ilegal do metal.