De MS, integrante “dos 300' foi bancado pelo governo Bolsonaro durante protestos com tochas

Ele é pré-candidato a vereador pelo Republicanos em Campo Grande e defende fechamento do STF

| TOP MíDIA NEWS/RAYANI SANTA CRUZ


Melquisedeque Sant'ana é pré-candidato a vereador e recebe bolsa da Secretaria Nacional de Juventude - Crédito: Reprodução REDES SOCIAIS

O pré-candidato a vereador pelo Republicanos em Campo Grande, Melquisedeque Sant'ana, 23 anos, pertencente a grupo extremista “300 pelo Brasil” foi bancado pelo governo federal em viagens a Brasília. Isso, porque ele é monitor do Sistema Nacional de Juventude (Sinajuve), ligado à Secretaria Nacional de Juventude, do Ministério dos Direitos Humanos.

De acordo com a revista Época, o defensor da “nova política” e fechamento do Supremo Tribunal Federal tem recebido bolsas mensais de R$ 1,2 mil para 'levantar dados sobre as unidades de juventude que aderirem ao Sinajuve no Mato Grosso do Sul' e 'disseminar informação sobre o Sinajuve no Mato Grosso do Sul'.

Por vezes, o estudante vai à Brasília para cumprir expediente na Secretaria Nacional de Juventude. Uma delas foi naquele fim de maio, quando o grupo chefiado pela extremista Sara Geromini se postou em frente ao STF com tochas e máscaras, ao estilo do grupo neonazista Ku Klux Klan.

Ele confirmou a revista que esteve na manifestação antidemocrática e que faz parte do que ministros do STF intitulam como milícia armada.

Reprodução/REDES SOCIAIS

'Estive sim na manifestação das tochas no Supremo, junto com os 300 e a Sara. Não foi nada nazista como o pessoal falou. Não foi para confrontar, mas para mostrar nosso luto pelo país. Até onde eu sei, não sou alvo do STF. O processo corre em segredo judicial. A gente não sabe, né?', disse Sant'ana, afirmando ter estado em Brasília na ocasião para fazer o cronograma das adesões ao Sinajuve.

Não vê problemas em usar dinheiro do governo

O Portal da Transparência registra que Melquisedeque recebeu R$ 2,7 mil para ficar 11 dias em Brasília em fevereiro e ir à Conferência Nacional de Juventude. O valor foi pago pelo Ministério dos Direitos Humanos, que coordena a Secretaria Nacional de Juventude, pasta da qual a Sinajuve é ligada.

À revista, Melquisedeque Sant'ana ainda declarou não considerar conflito de interesses por participar de protestos antidemocráticos enquanto recebe verba pública, mas anunciou que sairá do Sinajuve para se candidatar a vereador.

Procurada, a Secretaria Nacional de Juventude afirmou que a bolsa a Melquisedeque foi custeada 'dentro da regularidade e atendeu a critérios técnicos'.

Melquisedeque Sant'ana ainda declarou não considerar conflito de interesses por participar de protestos antidemocráticos enquanto recebe verba pública



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