Resende ameaça lockdown e diz que prefeitos devem deixar de pensar em campanha eleitoral

Ele solicitou colaboração e decisões mais radicais de gestores para diminuir o número de infectados pela covid-19

| TOP MíDIA NEWS/RAYANI SANTA CRUZ


Crédito: Wesley Ortiz

Nesta sexta-feira (3), o secretário estadual de saúde, Geraldo Resende, chamou a atenção de prefeitos, além da população, em live no Facebook. Ele diz que não é hora de pensar em campanha eleitoral e pediu para gestores pararem de olhar somente para calendários e pensar em pré-campanha. 

“Deixem de olhar o calendário eleitoral. As eleições já foram postergadas, é preciso ter decisões firmes e decisões fortes. Não imagino o prefeito ou prefeita que coloque a sua eleição acima da preservação da vida das pessoas, seja no interior, seja na Capital. É preciso ações radicais agora para evitar o lockdown”, alertou.

O aumento do número de óbitos somado a baixa taxa de isolamento preocupam o secretário. Ele citou sobre a politização de medicamentos e cobrou que prefeitos e profissionais hajam com bases científicas e deixem “achismos” de lado.

“Já tivemos muita politização de uso de medicamentos nessa pandemia. Precisamos sair do obscurantismo de receitas mágicas. O único medicamento que existe hoje, e que é forte contra a doença, é o isolamento social. Já passamos da fase da cloroquina, isso já foi mostrado pela ciência. A ivermectina (remédio usado para combater piolhos) é outro medicamento que não tem evidencia científica de que contribui para a melhora, mas que já faltam em estoques de farmácias”, disse Resende.

Mato Grosso do Sul recebeu 16 mil unidades da cloroquina e 13.196 foram distribuídas as unidades. 



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