Ex-presidente do Peru é preso acusado de receber da Odebrecht

Esposa também foi presa sob risco de fuga


O ex-presidente do Peru, Ollanta Humala, e sua esposa Nadine Heredia, se entregaram à Justiça na noite desta quinta-feira (13), após terem tido um mandado de prisão preventiva por 18 meses decretado. O casal é acusado de lavagem de dinheiro relacionada a doações de campanha irregulares feitas pela Odebrecht.

A Procuradoria-Geral do Peru aponta que Humala teria recebido R$ 3 milhões da Odebrecht para a campanha das eleições de 2011. O ex-presidente nega as acusações, e afirma que doações de campanha vindas do exterior são permitidas pela lei peruana.

Humala pode ser condenado por "lavagem de dinheiro e associação ilícita para delinquir", por denúncia do procurador Germán Juárez. O procurador solicitou a prisão preventiva do ex-presidente por considerara que haveria risco de fuga dos investigados.

O pedido de prisão preventiva foi acatado pelo juiz Richard Concepción Carhuancho, após o casal se ausentar de uma audiência convocada pelo magistrado. Ao fim da audiência, com os advogados do ex-presidente e ex-primeira-dama, o juiz emitiu o ofício para detenção dos investigados.

Pelo Twitter, o ex-presidente se pronunciou sobre sua prisão preventiva. "Esta é a confirmação de abuso de poder, à qual vamos enfrentar, em defesa de nossos direitos e dois direitos de todos", disse Humala. Os advogados do peruano afirmaram que apelarão a instâncias superiores.



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