JBS vai delatar suborno a 200 funcionários do Ministério da Agricultura

Documentos serão entregues pelo grupo em setembro


Os empresários e executivos da JBS, incluindo os irmãos Joesley e Wesley Batista, devem entregar até setembro mais 20 documentos anexos à delação entregue a PGR (Procuradoria-Geral da República), que resultou na denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer (PMDB).

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, os executivos irão explicar nos documentos como ocorreram os subornos de pelo menos 200 funcionários do Ministério da Agricultura, para poderem operar sem restrições no setor frigorífico.

Essa parte da delação caberá a Wesley. O dono da empresa falará que esses subornos não ocorriam apenas com a JBS, mas sim com todas as empresas do setor. O empresário ainda deve afirmar que a cúpula do Ministério da Agricultura sabia dos esquemas de corrupção, mas não impedia nada.

O irmão Joesley Batista deve delatar em seus documentos os caminhos pelos quais percorreram R$ 600 milhões em propina pagos a pelo menos 1,8 mil políticos de 28 partidos, cujos nomes apareceram em uma lista entregue pela JBS no momento do acordo de delação.

Quando fecharam o acordo de delação, os irmãos Batista e os executivos da JBS entregaram 44 documentos como provas das alegações à PGR. Os 20 novos anexos serão entregues até setembro, dentro de um prazo para entrega de novas provas, de 120 dias, a contar do dia 3 de maio, quando a delação foi homologada.

Além de Joesley e Wesley, o diretor jurídico da JBS, Francisco de Assis, deve entregar documentos que encriminam o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), o doleiro Lúcio Funaro e o empresário Victor Sandri. As informações são da Folha de S. Paulo.



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