CNJ investiga três desembargadores por habeas corpus a Breno Borges

Preso por tráfico, filho de desembargadora está em clínica de luxo


Corregedor Nacional de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, determinou a instalação de reclamação disciplinar contra os desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) José Ale Ahmad Netto, Rui Celso Barbosa Florence e Tânia Garcia de Freitas Borges, por conta de concessão de habeas corpus ao filho da desembargadora, Breno Fernando Solon Borges, 37 anos, preso em flagrante por tráfico de drogas e posse de arma e munições.

Procedimento é para apurar possíveis violações à Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), pelo fato de Breno ser filho da desembargadora, que é presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MS), e corre em sigilo no CNJ.

Após serem notificados, os magistrados terão cinco dias para apresentatr as defesas. Com as alegações dos desembargadores em mãos, ministro decidirá se propõe ao Plenário do conselho a abertura de procedimento administrativo disciplinar.

Borges foi preso por tráfico de drogas no dia 8 de abril e levado para o presídio em Três Lagoas. Em julho, foi beneficiado com três decisões do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, e transferido da cadeia para se submeter a um tratamento contra o Transtorno de Borderline, caracterizado por instabilidade emocional e impulsividade.

Ele está internado em clínica de luxo, em São Paulo.

O filho da presidente do TRE-MS também teve mandado de prisão expedido por suspeita de participar em esquema que tentaria resgatar chefe de quadrilha de tráfico de drogas do Presídio de Segurança Média de Três Lagoas.

A Polícia Federal fez a investigação e identificou os envolvidos em plano de fuga que foi frustrado. Breno foi apontado como um dos motoristas que tentaria ajudar na retirada do preso.



PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE