Tchau, querido! Wilson Witzel sofre impeachment no RJ

Delator disse que o ex-governador recebia propina de empresas que faziam a gestão na Saúde

| TOP MíDIA NEWS/THIAGO DE SOUZA


Crédito: André Pimentel - AFP

O governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, sofreu impeachment no início da noite desta sexta-feira (30). Ele foi julgado por um tribunal especial, que concluiu envolvimento em desvios de dinheiro da Saúde. 

A decisão foi do Tribunal Especial Misto, composto por cinco deputados estaduais e cinco desembargadores do Tribunal de Justiça fluminense. 

Corrupção

A acusação afirmou, entre outras coisas, que havia uma caixinha da propina paga por Organizações Sociais (OSs), na área da Saúde, que tinha o ex-juiz federal como um dos principais beneficiários. 

A investigação da Operação Placebo, do Ministério Público Federal é que embasou o pedido de impeachment de deputados estaduais contra Witzel.  A operação chegou primeiro até o ex-secretário de Saúde de Witzel, Edmar Santos. Ele se tornou delator e apontou o ex-governador como envolvido no esquema. 

Edmar afirmou que o grupo decidiu cobrar vantagens indevidas de organizações sociais e de empresas que tinham pagamentos atrasados a receber do Estado, os chamados “restos a pagar”

Ainda de acordo com o delator, o dinheiro arrecadado, cerca de R$ 55 milhões, ia para um caixa único da propina, e era dividido entre ele, o governador Wilson Witzel, Pastor Everaldo, o empresário Edson Torres e Victor Barroso.

Witzel sempre negou as acusações. Após a decisão, ele disse nas redes sociais que foi derrubado do cargo justamente por combater a corrupção. O ex-governador também criticou a investigação, que, segundo ele, tornou o delator, Edmar Santos, um ‘’herói’’, mas que havia sido flagrado com R$ 10 milhões no colchão.    



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