Operação apura fraude na Olimpíada e faz buscas em Comitê e na casa de Nuzman

Ex-presidente do COB deve ser intimado a depor. Investigação apura propina para compra de jurados da eleição da cidade-sede


Agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal estão nas ruas do Rio, na manhã desta terça-feira (5), para prender suspeitos de comprar jurados da eleição da cidade sede da Olimpíada de 2016. A ação é mais uma etapa da Lava Jato no Rio de Janeiro. Por volta das 6h, os agentes chegaram à casa de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Rio 2016. Estão sendo realizadas buscas também na sede do COB. Nuzman será intimado a depor nesta terça na sede da PF.

Um mandado de prisão contra Arthur Cesar de Menezes, conhecido como Rei Arthur (ex-dono da fornecedora do Estado chamada Facility), e outro contra Eliane Pereira Cavalcante, ex-sócia dele na empresa, em investigação, em parceria com o MP da França, sobre o uso de dinheiro de propina, devido ao Cabral e mantido no exterior, para compra de jurados da eleição da cidade sede da Olimpíada de 2016. Os mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio.

As investigações encontraram indícios de que Nuzman teve participação direta nos atos de compra de votos para compras de membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) para os jogos e que teria sido o responsável por interligar corruptos e corruptores.

 



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