Conselho julga se PM que matou professora no trânsito deve continuar na ativa

Tenente Alexandre Nantes Stein será julgado pelo Conselho de Justificação

| IVI NOTíCIAS/MIDIAMAX


Carro em que estava professora, foi atingido por veículo conduzido pelo tenente - Foto: Reprodução

Decreto publicado nesta terça-feira (20), determina a criação de Conselho de Justificação para julgar a possível incapacidade do Segundo-Tenente da Polícia Militar, Alexandre Nantes Stein, a continuar na ativa. Ele é acusado de matar a professora Suellen Vilela Brasil em acidente de trânsito causado em 30 de maio do ano passado.  

A publicação nomeia três oficiais militares para constituírem Conselho de Justificação. O Conselho vai julgar possível incapacidade de o Segundo-Tenente permanecer como policial-militar da ativa, criando-lhe, ao mesmo tempo, condições para se justificar acerca das condutas constantes dos autos em que responde pela morte da professora. 

Foram nomeados para o conselho: João Paulo Chink Moreira de Lima como presidente, Maria Aparecida Eleutério de Arruda como interrogadora e relatora e Vinicyus Ribeiro Cabral como escrivão.

Entenda

Na noite de 30 de maio de 2020, a professora Suellen seguia em um Renault Clio pela Gury Marques, sentido Avenida Guaicurus, quando em frente a uma empresa de transportes, reduziu a velocidade, momento em que o veículo que dirigia, foi atingido na traseira pelo Gol conduzido pelo policial.

Com o impacto, o automóvel de Suellen foi lançado à direita e atingiu uma árvore. Ela não resistiu e morreu no local. O Gol, por sua vez, saiu pela esquerda, atravessou o canteiro central e parou na outra faixa de rolamento. Alexander estava com sinais de embriaguez, admitiu ter ingerido bebidas alcoólicas, mas se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Ele afirmou que estava saindo do Bairro Moreninhas e, logo adiante, se deparou com a vítima reduzindo a velocidade. Ele não conseguiu frear a tempo e bateu no Clio de Suellen. Diante dos fatos, foi preso e encaminhado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) das Moreninhas, pois reclamava de dores pelo corpo. Em seguida, foi preso em flagrante.



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