Atropelado e morto em avenida, motociclista de 45 anos voltava para casa

| HELIO DE FREITAS, DE DOURADOS / CAMPO GRANDE NEWS


Moto de Gilmar no asfalto e ao fundo a picape Montana que fez conversão proibida (Foto: Sidnei Bronka)

O motociclista Gilmar Benites, 45, morto hoje (20) pelo condutor de uma picape Montana que fez conversão proibida, voltava para casa quando foi atropelado no cruzamento da Avenida Marcelino Pires com a Rua Hiran Pereira de Matos, no Jardim Coimasa, região leste de Dourados (a 233 km de Campo Grande).

Trabalhador na área de buffet e morador no Jóquei Clube, bairro afastado do centro, Gilmar tinha levado a mulher até a autoescola em que ela trabalha e voltava para casa pela Marcelino Pires.

No cruzamento com a Hiran Pereira de Matos, perto do Atacadão, ele foi atropelado pela picape Montana conduzida por Guilherme Alencar de Meneses, 21.

Guilherme também seguia pela Marcelino Pires, mas no sentido contrário (leste-oeste). No cruzamento, ele desrespeitou as duas placas existentes no canteiro e virou à esquerda, acertando em cheio a moto de Gilmar, uma Suzuki 125 cilindradas que foi jogada do outro lado da rua.

Segundo o boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, o motociclista chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros e pelo Samu (Serviço Móvel de Urgência), mas morreu a caminho do Hospital Evangélico.

Guilherme permaneceu no local e relatou aos policiais militares que trafegava pela Marcelino Pires e no cruzamento com a Hiran Pereira de Matos fez a conversão à esquerda na contramão de direção e bateu na moto.

Ainda conforme o boletim, a perícia da Polícia Civil foi acionada, mas não compareceu pelo fato de os veículos terem sido removidos do local, assim como a vítima.

A moto (como é possível ver na foto desta reportagem) estava no asfalto e foi arrastada para a calçada. O condutor também foi liberado pelos PMs para ir embora com o veículo, apesar de o acidente ter terminado com a morte de uma pessoa.

A equipe da PM que registrou o boletim na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) narrou que Guilherme não foi apresentado porque o local do crime não foi preservado.

O Campo Grande News procurou a assessoria de comunicação da Polícia Militar em Dourados para saber se esse é o procedimento correto, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.



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