Feijão mira subida no ranking no fim de 2017 e terá amigo de infância como técnico

Voltando ao circuito após nascimento da filha, tenista brasileiro quer retornar ao top 150 e vai contar com a companhia do amigo e treinador Pertti Vesantera, de Mogi, nos próximos challengers


João Souza, o Feijão, tem vivido um momento totalmente novo. Na carreira e na vida. O tenista, atual nº 217 do mundo e quarto melhor brasileiro, foi pai em agosto e diminuiu o ritmo no circuito para acompanhar o nascimento da filha, Amora. Ainda mais motivado com a chegada da pequena herdeira, o objetivo dele agora é fazer uma boa reta final de 2017 para, assim, voltar a ganhar algumas posições no ranking da ATP.

– Vou ver se nesse fim de ano dou mais um salto, porque até agora o ano não foi bom em termos de resultado. São muitas coisas novas acontecendo. O fato de eu ter sido pai foi uma coisa que mexeu comigo, então não consegui focar 100% no tênis. Mas as coisas estão encaminhando. Deixei de jogar alguns torneios para esperar o nascimento da minha filha, e agora estou treinando super forte no Rio para aguentar firme essa reta final de 2017 – disse Feijão.

– O principal é jogar feliz e com essa motivação a mais de ter sido pai. Em relação a resultados, meu objetivo é terminar pelo menos entre os 150, 140 melhores do ranking. Ainda tenho uma semifinal para defender. Já dei uma boa caída no ranking. Se eu não fizer nada, vou terminar o ano abaixo dos 200, mas a intenção é fazer uns 200, 250 pontos nos próximos torneios – falou.

Feijão e a filha Amora, de apenas um mês (Foto: Arquivo Pessoal)

Feijão iniciou o ano como nº 123 do mundo, mas não teve bons resultados, em especial no primeiro semestre, e acabou sofrendo uma queda no ranking. Entre julho e agosto, o brasileiro viveu um bom momento ao chegar à final do Challenger de Medellin, na Colômbia, e às semifinais em Biella, na Itália, mas acabou deixando o top 200 pela primeira vez após quase oito anos.

Para voltar a engrenar bons resultados nessa "retomada" no circuito, Feijão vai reviver uma parceria antiga. Isso porque ele terá a companhia do técnico e amigo de infância Pertti Vesantera nos próximos challengers, que serão disputados na América do Sul.

A ideia da parceria com Pertti partiu do próprio Feijão e também tem seu lado emocional. Os dois conviveram nas quadras de Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo, quando ainda davam as primeiras raquetadas. Pertti, hoje com 36 anos, foi atleta federado desde os 12 e profissional por quatro anos. Em 2006, quando optou pelo curso de Educação Física, começou os trabalhos como professor de tênis, atividade que exerce até hoje, na cidade natal.

Amigos de infância, Pertti e Feijão vão reviver parceria no tênis (Foto: Arquivo pessoal)

– O Feijão evoluiu muito rápido. Tive o prazer de vê-lo conquistar os primeiros pontos na ATP. Vai ser muito legal estar como técnico dele de novo – comentou Pertti.

– Eu e minha família somos amigos dele há muitos anos. Apareceu essa oportunidade, porque eu e o Júlio Silva decidimos não seguir com a parceria. Eu iria para os próximos challengers sozinho, aí pensei no Pertti, até porque ele já me acompanhou em algumas ocasiões. Se tem uma pessoa que torce muito por mim é o Pertti, então decidi dar essa chance para ver se ele se adapta, se gosta – falou Feijão, que depois ainda terá a companhia de um técnico argentino como teste para 2018.

Feijão está aprimorando a parte técnica e física no Rio de Janeiro há três semanas. Ele e Pertti devem se encontrar em Campinas no fim do mês para a disputa do Challenger de Campinas, a partir do dia 1º de outubro. Depois, a dupla vai para Buenos Aires, e a parceria, a princípio, se encerra no Challenger de Cali, na Colômbia.

 



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