Depois do clarão no céu, 'explosão' de telhas assusta moradora

Odacy fazia pães em casa quando ouviu o estrondo. Assustada, chamou a polícia


A desconfiança e as teorias mirabolantes tem feito com que os campo-grandenses desconfiem de acontecimentos, aparentemente, sem explicação. Após o misterioso 'clarão' na última semana, Odacy Barbosa da Silva, 74, desconfiou de uma 'bomba' dentro da própria casa, no início da tarde desta terça-feira (26). Por volta das 12h no Jardim Panamá, ela escutou um barulho muito forte, que relata ter soado "como uma explosão". Assustada, ela chamou a polícia.

O barulho tinha razão de ser, já que além de poeira do telhado de amianto espalhada pela sala, a idosa encontrou o estrago na estrutura: as telhas ficaram quebradas. Odacy relatou que a polícia, no entanto, não encontrou nenhum artefato explosivo ou indício de atentado no local. 

Calor pode ser explicação - Os militares encontraram apenas um saco preto, segundo ela. O motivo do 'estrondo', ainda assim, pode ter explicação no calor excessivo da Capital. O amianto, material do telhado, retém calor, e em temperaturas extremas pode chegar a ter esse tipo de efeito.

A aposentada vive com a filha e conta que, diante do susto, lembrou das imagens de destruição do Furacão Irma, que assolou parte dos Estados Unidos e a região do Caribe. Segundo ela, antes do barulho um vento forte passou na Rua onde mora. Não foi só a idosa que ouviu o barulho. Segundo contou, até os vizinhos saíram para conferir o ocorrido.

"Eu sou operada e tenho ponto de safena, quando eu escutei a explosão eu quase tive um treco", contou. A única explicação, aponta ela, é algum fenômeno da natureza. Mesmo sem saber o que aconteceu, Odacy terá que arcar com R$ 300 de prejuízo.

Mistérios - O imaginário do campo-grandense tem encontrado cenário para teorias. Na última semana, o relato sobre um suposto clarão no céu da cidade levantou diversas hipóteses entre os moradores da Capital.

“Até achei que fosse uma festa ou uma queima de fogos. Mas, o clarão era muito forte, como uma espécie de holofote”, declarou o empresário Bruno Gonçalves Cardoso, 30 anos, que relatou ter visto o rastro de luz na rua Euclides da Cunha, no centro de Campo Grande.



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