Após desvalorizações recentes, milho testa tímida reação na manhã desta 5ª feira na Bolsa de Chicago

As principais posições da commodity exibiam ganhos entre 0,75 e 1,25 pontos, perto das 8h42 (horário de Brasília)


As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a sessão desta quinta-feira (5) com ligeiras valorizações, próximas da estabilidade. As principais posições da commodity exibiam ganhos entre 0,75 e 1,25 pontos, perto das 8h42 (horário de Brasília). O vencimento dezembro/17 era cotado a US$ 3,49 por bushel, enquanto o março/18 trabalhava a US$ 3,62 por bushel.

O mercado voltou a esboçar a uma reação após acumular perdas nos últimos três pregões. Em meio à falta de novidades e os fundamentos já conhecidos, os preços do cereal sentem a pressão da colheita do grão nos Estados Unidos, que está em andamento. E os relatos dos campos indicam um rendimento das plantações acima do projetado inicialmente.

Com esse cenário, já há especulações no mercado de que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) possa revisar para cima a expectativa de produtividade em seu próximo boletim de oferta e demanda que será reportado no dia 12 de outubro. Outro fator que segue no radar dos investidores a dificuldade de transporte pelo sistema de barcaças por alguns dos principais rios dos EUA, que estão com níveis muito baixos.

Confira como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Com perspectiva de produtividade melhor do que o esperado nos EUA, milho recua nesta 4ª feira na CBOT

Nesta quarta-feira (4), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) consolidaram a terceira queda consecutiva. As principais posições da commodity finalizaram o dia com desvalorizações entre 0,75 e 1,25 pontos, próximas da estabilidade. O dezembro/17 era negociado a US$ 3,48 por bushel, enquanto o março/18 trabalhava a US$ 3,61 por bushel.

Diante da falta de novas informações, os preços do cereal ainda são influenciados pela safra americana. "O milho foi pressionado negativamente por relatórios de rendimentos das lavouras melhores do que o esperado pelos participantes do mercado", reportou a agência Reuters internacional.

O cenário tem gerado especulação no mercado de que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) possa elevar a produtividade do milho no próximo relatório de oferta e demanda, que será reportado no dia 12 de outubro. Em setembro, o órgão estimou o rendimento das plantações em 179,82 sacas por hectare.

"Apesar das preocupações anteriores, a temporada moldou-se bastante e a colheita está avançando a uma taxa constante", disse Phin Ziebell, economista do agronegócio do National Australia Bank, em entrevista a Reuters internacional.

Essa semana, a INTL FCStone estimou a produtividade das lavouras americanas em 179,07 sacas do grão por hectare. O número está acima do projetado no mês anterior, de 176,65 sacas por hectare.

"Além disso, dificuldades de transportes pelo sistema de barcaças por alguns dos principais rios dos EUA (que estão com níveis muito baixos) aumentam os preços dos fretes e pressionam os prêmios no interior e também é fator de pressão na CBOT", destacou a Granoeste Corretora de Cereais.

Paralelamente, as chuvas no Brasil também permanecem no radar dos investidores. A expectativa é que os trabalhos nos campos ganhem ritmo com as precipitações.

Mercado brasileiro

No mercado interno, os preços do milho registraram ligeiras movimentações nesta quarta-feira. Conforme levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, o valor subiu 12,50% em Sorriso (MT), com a saca do cereal a R$ 13,50. Na região de Campinas (SP), a alta foi de 3,38%, com a saca a R$ 30,60. Já em Campo Grande (MS), o ganho foi de 2,56% e a saca a R$ 20,00.

Segundo reportou o pesquisador do Cepea, Lucílio Alves, a postura do produtor em segurar as vendas resultou em uma firmeza no mercado ao longo do mês de setembro. Além disso, as exportações do cereal têm se consolidado e já totalizam 15 milhões de toneladas no acumulado entre fevereiro e setembro.

Para essa temporada, a perspectiva é que sejam embarcadas 29 milhões de toneladas do cereal, conforme projeção da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Ainda na visão do especialista, o número poderá ser alcançado nesse ciclo. " "Não será surpreendente se a gente ver exportações acumuladas acima de 30 milhões de toneladas", ressalta o pesquisador.

Enquanto isso, no Porto de Paranaguá, a saca do cereal caiu 1,79% e finalizou o dia a R$ 27,50. O valor foi pressionado pela queda registrada na Bolsa de Chicago e também no dólar. A moeda caiu 0,47% e encerrou o dia a R$ 3,1314 na venda, menor patamar desde 22 de setembro, quando tocou o nível de R$ 3,1276.

"O câmbio acompanhou a cena externa diante de avaliações de que o futuro comandante do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, pode ser alguém menos conservador do que o esperado", de acordo com informações da Reuters.



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